A placa de som é um dos componentes de um computador que mais gera curiosidade entre os usuários. Afinal, as placas-mãe vendidas hoje em dia já trazem o recurso embutido e, em grande parte, oferecem uma qualidade satisfatória, dando a entender que um componente extra não vale a pena.
Mas será que o investimento em uma placa de som faz diferença no áudio da máquina? Saiba qual é o papel da peça e sua importância para um PC. Além disso, conheça as diferenças entre os tipos PCI e USB.
O que é?
A placa de som é a peça/componente responsável por fazer a conversão dos sinais sonoros digitais gerados pelo computador em áudio analógico para ser reproduzido por caixas de som ou fones de ouvido.
Em geral, a placa é formada por três componentes internos responsáveis pelo seu funcionamento. O DSP (Digital Sinal Processor) tem a missão de gerenciar os tratamentos e efeitos, como vibração, efeito 3D, entre outros.
O DAC (Digital to Analog Converter) é o responsável por fazer a conversão das informações de áudio digital emitidas pelo computador em sinal analógico para ser ouvida em um fone de ouvido, por exemplo.
Por último, o ADC (Analog to Digital Converter) faz o trabalho inverso ao DAC, ou seja, a digitalização de sinais analógicos emitidos por um microfone ou instrumento musical conectados a placa de som — vale lembrar que o computador só reconhece informações digitais.
Diferenças entre placas de som onboard, PCI e USB
As placas de som onboard, como o nome sugere, vêm soldada junto a maioria das placas-mãe vendidas atualmente. Nos modelos deste tipo o processamento é feito em conjunto com o processador da máquina.
Hoje em dia, as placas de som integradas não deixam a desejar, oferecendo qualidade satisfatória para as aplicações comuns, como games e vídeos. Algumas inclusive permitem a instalação de sistemas de som 5.1, ou seja, cinco caixas acústicas e um subwoofer.
No entanto, para quem procura qualidade de áudio superior, a melhor escolha são as placas de som offborad, as que se conectam via slot PCI. Assim como as placas de vídeo, as peças trazem uma quantidade de memória RAM, fazem o processamento independente e contam com uma série de especificações, que garantem uma melhor fidelidade no som.
Em relação às taxas de bits em que operam, enquanto a maioria das placas onboard trabalham em 16 bits, as placas de som offboard podem operar em até 128 bits. A grosso modo, quanto maior o bit rate maior será a capacidade de processamento.
Outro indicativo é o THD (Distorção Harmônica Total, em inglês). Quanto menor for a porcentagem de distorção, melhor será a qualidade do áudio.Outras características que fazem as placas offboard serem melhores é em relação ao SNR (Relação Sinal Ruído, na sigla em inglês). Essa especificação diz respeito a interferência no áudio medida em decibéis. Quanto mais alto for o SNR, mais cristalino será o áudio.
As placas de som externas também estão sujeitas a essas especificações, mas têm como grande diferencial a portabilidade. Funcionam da mesma forma que os outros modelos, convertendo o sinal de áudio digital em analógico.
Atualmente, no mercado existem diversos tipos de placas de som USB, desde os mais simples, que custam em torno de R$ 10, as gamers, que fazem simulação de áudio 7.1, e os modelos para profissionais usadas para captação de áudio, que contam com entradas pré-amplificadas.
Modelos PCI e USB com bom custo-benefício
- M-Audio Audiophile 2496
Custando cerca de R$ 500, a Audiophile 2496 possui um dos melhores custo-benefício do mercado para quem quer uma placa de som para captação de áudio. O modelo PCI opera em 24-bits a 96 kHz, conta com 4 entradas analógicas RCA e possui entrada MIDI e S/PDIF.
- Creative Sound Blaster Audigy RX
Modelo PCI da Creative possui saídas para 7.1 canais, duas para microfone 3.5mm e saída Toslink. A Audigy RX oferece a vantagem de ter saídas amplificadas, trabalhando em 24-bits e com resposta de frequência a 192 kHz e sinal de ruído de 106 dB. Seu preço gira em torno de R$ 470.
- Asus Xonar DG 5.1
Modelo custo-benefício voltado para gamers, a Asus Xonar DG conta com 5.1 canais, saída amplificada para fones, além de saída S/PDIF . O componente opera em 32-bits e tem tecnologias para otimização da captação da voz e de áudio em 3D. O preço gira em torno de R$ 300.
- Creative Sound Blaster X-Fi
A peça da Creative é USB, oferece 5.1 canais, conta com saída RCA, Toslink e de microfone. O dispositivo trabalhar em 24-Bit a 96KHz, possui um SNR de 100dB. A X-Fi oferece ainda diferentes ajustes como equalizador dinâmico e de melhora do som surround. O preço gira em torno de R$ 470.
- Behringer UCA222
Para captação de áudio USB, o modelo da Behringer tem como grande destaque o preço. Custando cerca de R$ 250, a placa de som conta com saída de fone de ouvido estéreo, saída S/PDIF, e 4 RCA. A peça opera em 16-bit e trabalha em 48KHz.
- SteelSeries 7Hv2
Este modelo é voltado para jogos e faz a simulação de áudio para 7.1. A placa USB oferece apenas uma entrada de fone e outra de microfone. O preço é um dos destaque: cerca de R$ 100.
Vale a pena?
Para quem utiliza o PC apenas para uso casual não vai sentir uma grande diferença entre as placas de som onboard e offboard. A maioria das placas-mãe oferece som integrado suficiente para a maioria dos usuários.
Os modelos PCI são indicados para quem quer extrair o máximo de qualidade. Além disso, são essenciais para quem trabalha com música, já que alguns modelos são específicos para captação de áudio, já que contam com algumas características, como conectores RCA, S/PDIF e MIDI.
Já os modelos USB são feitos para quem quer portabilidade. As peças são indicadas para quem quer ter a mesma qualidade de áudio, independente do lugar.
Comentários
Postar um comentário